Partes de Pelotas ficaram alagadas por semanas
O Museu da Universidade Católica de Pelotas preserva 61 fotografias em preto e branco da enchente de 1941 no acervo Nelson Nobre Magalhães. Muitas fotos têm anotações antigas com datas e locais.
As imagens mostram pontos como a Praça do Porto e a antiga Alfândega. Também há registros de ruas ainda alagadas no fim de maio e no início de junho.
Em 2024, pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas voltaram a estudar essas fotos. Eles usaram lugares que ainda existem para calcular até onde a água havia chegado em 1941 e conferir a antiga marca do Canal São Gonçalo.
Os registros ajudam a entender o que aconteceu em alguns pontos de Pelotas. Eles não mostram que toda a cidade, o Laranjal ou a Lagoa dos Patos tiveram a mesma altura de água.
Depois, os pesquisadores encontraram a mesma marca de 2,88 m em um mapa de 1940. Isso deu mais segurança à comparação usada no Canal São Gonçalo.
De onde vem a marca de 2,88 metros
Uma fotografia mostra a Praça do Porto alagada, com o antigo prédio da Alfândega ao fundo. Como o prédio ainda existe, ele serviu de ponto de referência para estimar a altura que a água alcançou em 1941.
Depois do cálculo, os pesquisadores encontraram um mapa de 1940 que também mostrava a marca de 2,88 metros. A mesma informação em duas fontes diferentes reforçou o resultado.
Os 2,88 m pertencem à referência usada no Canal São Gonçalo. Esse número não significa que havia 2,88 m de água em todas as ruas ou casas de Pelotas e não pode ser tratado como se fosse a mesma medição do Laranjal, do Guaíba ou de outras estações.
Para comparar duas enchentes, é preciso saber onde e como cada nível foi medido.
O que as fotos e os documentos mostram ao longo das semanas
Nem todos os dias de 1941 têm registros preservados. Por isso, a linha do tempo mostra somente as datas e os períodos que aparecem nas fotos e nos documentos encontrados.
Uma grande enchente atinge Pelotas
Fotos preservadas em Pelotas mostram ruas e áreas próximas ao Canal São Gonçalo tomadas pela água durante a grande enchente de 1941.
A Praça do Porto e a antiga Alfândega aparecem entre os locais registrados nas imagens.
As fotos mostram vários pontos da cidade ainda alagados
Muitas das fotografias preservadas pela Universidade Católica de Pelotas foram feitas nesses dois dias e mostram áreas urbanas inundadas.
Como há registros de água em diferentes momentos, sabemos que a enchente não durou apenas algumas horas ou um único dia.
No fim de maio, ainda havia ruas alagadas
Outras fotografias continuam mostrando ruas tomadas pela água no fim do mês.
Essas imagens ajudam a mostrar que a demora para a água baixar também fez parte da enchente de 1941.
Algumas ruas continuavam alagadas
O levantamento feito com o acervo da UCPel encontrou imagens de ruas ainda inundadas no início de junho.
Isso mostra que o problema não foi apenas o quanto a água subiu. Em alguns pontos, ela também demorou semanas para baixar.
As fotos de 1941 ajudam a entender a cheia de 2024
Durante a enchente de 2024, pesquisadores da UFPel voltaram às fotografias de 1941 para conferir a antiga marca do Canal São Gonçalo.
Uma foto da Praça do Porto mostrava a antiga Alfândega, um prédio que ainda existe. Esse ponto ajudou no cálculo da altura alcançada pela água em 1941.
Depois, os pesquisadores encontraram um mapa de 1940 com a mesma marca de 2,88 metros. Em 12 de maio de 2024, a Prefeitura informou que a régua do Porto havia chegado novamente a 2,88 metros. Em 15 de maio, a leitura chegou a 2,89 metros.
A marca de 1941 serviu como comparação em 2024 usando a referência do Canal São GonçaloEm 2024, o Canal voltou à marca de 2,88 m e depois passou dela
Em 12 de maio de 2024, a Prefeitura informou que o Canal São Gonçalo havia chegado a 2,88 metros, a mesma marca ligada à enchente de 1941. Em 15 de maio, a leitura chegou a 2,89 metros.
A comparação é útil porque usa a referência do Canal São Gonçalo. Números medidos em outros lugares não podem ser comparados diretamente como se fossem a mesma régua.
- em 1941, a reconstrução depende principalmente de fotos e documentos antigos;
- em 2024, havia muito mais medições e registros feitos durante a emergência;
- um nível medido no Canal não representa a altura da água em toda a cidade;
- para decisões de segurança, sempre valem os alertas e as medições atuais.
De onde vêm as informações desta página
Esta página usa fotos preservadas por universidades, pesquisas acadêmicas e documentos oficiais da Prefeitura de Pelotas. Quando uma informação não pôde ser confirmada, ela não foi apresentada como fato.
